
Escrito por cristaldo às 15h55
[]
[envie esta mensagem]

E quando o céu é limite?
“Subamos!/ Subamos acima/ Subamos além, subamos/ Acima do além, subamos!”, já dizia o poeta Vinicius de Moraes. Ambicionar é assim: um ir além. É querer mais. Mais autoconfiança, mais aventura, mais qualidade nos relacionamentos. Mais sucesso. E nada disso precisa ferir a ética.A ambição saudável tem a ver com o entusiasmo pela vida. E você pode cultivá-la sem perder a amizade ou atropelar colegas, batalhadores como você.
TEXTO: ERIKA KOBAYASHI
O adjetivo costuma gerar polêmica. “Ambicioso, eu?”, há quem se sinta constrangido quando perguntado a respeito. Devido a uma certa inadequação no uso, a palavra – associada a sucesso, dinheiro, status – pode sugerir uma ética pessoal duvidosa. Também diz respeito a esforços hercúleos até chegar ao topo do sucesso. Mas, se afastarmos essa imagem do vilão que faz de tudo para subir na vida, enxergaremos uma possibilidade de ambição mais transparente e útil, relacionada a ânimo, desejo, aprimoramento. Em síntese, uma ambição virtuosa cultivada até por sábios budistas. Eles entendem esse sentimento como algo fundamental para a plenitude. “É bom acreditar no potencial de realização. Para nós, a ambição é importante porque queremos atingir a iluminação”, diz o lama brasileiro Michel Rinpoche, que aos 12 anos decidiu morar no Monastério da Sera Me, no sul da Índia, depois de ter sido reconhecido como a reencarnação de uma linhagem de lamas tibetanos. Na prática, esse querer se expressa por outras vias. Há quem sonhe com encontro espiritual, melhores relacionamentos, qualidade de vida, conquista material... Cada um tem sua prioridade. E detalhe: para isso, o conflito não é obrigatório e ambicionar pode ser algo leve. “É possível crescer sem machucar ninguém. Nem a nós mesmos”, diz a consultora australiana Caroline Ward. Na carreira, o desejo de promoção pode ficar longe do sacrifício: “Quando uma pessoa faz o que gosta, é natural que seja bastante comprometida e inevitável que consiga uma posição de destaque”. Agora, então, chegamos às perguntas- chave: você está satisfeito com a vida que leva? E onde gostaria de melhorar? Para ajudar nesse caminho – em que a ambição tem mais a ver com o entusiasmo do que qualquer conceito negativo –, entrevistamos especialistas de diferentes áreas. Reflita com o lama, o filósofo e a educadora e aproveite para examinar alguns comportamentos com as orientadoras de carreira.
PEDRA NO CAMINHO Ver uma pessoa que passa longe da ética se dando bem em seus objetivos não é uma situação muito confortável. Se ela trabalha a seu lado, a situação se torna mais difícil. A tendência de muitas pessoas nessa situação é se sentir desestimuladas e usar o contexto como desculpa por não conseguir o que quer. É o famoso “a culpa é do outro”. A orientadora de carreira Rosa Alba Bernhoeft alerta que esse é um jogo que fere apenas a auto-estima. “Há quem use isso como uma desculpa para o fato de não estar bem na carreira. É preciso reverter o jogo.” A autoavaliação é fundamental aqui. Reveja qual é seu papel na empresa, por que foi contratado, o que esperam de você. Avaliar se você tem se respeitado e se valorizado nos últimos tempos também é um caminho. Assim, os outros acabarão tendo o mesmo olhar sobre você. Há muitas pessoas que não se respeitam nem mesmo em relação a suas necessidades básicas: comem na frente do computador, resistem ir ao banheiro, esquecem de tomar água. “Quando alguém conhece seus limites, consegue enxergar o quanto está sendo custoso continuar em um ambiente”, diz Rosa Alba Bernhoeft. “Ela tem que buscar alternativas e ter coragem para tomar decisões.” A pessoa deve tentar se fortalecer sem abrir mão de seus valores e não entrar no jogo. O filósofo Renato Janine Ribeiro também analisa a realidade do mercado de trabalho. Para ele, é uma ilusão achar que há uma posição de destaque para todos. Quem saiu perdendo deve encarar a frustração como um aprendizado. “Aceitar a perda é uma experiência que humaniza e faz crescer”, diz Janine.
Colega X colega Ok,é no setor prof issional que os conflitos ger ados pela ambição surgem com mais frequência. Então,pense positivo.
Saída para um dilema Você fica sabendo de uma vaga para um cargo superior ao seu na empresa. Quer tanto a posição que vem a dúvida: omite a informação ou a divide com um colega que também tem o perfil da vaga – ou seja, ele será seu concorrente. Claro, você pode pensar que o colega poderia saber da promoção por outros meios. Mas de qualquer forma,se não conta,v ocê também sabe que está omitindo o fato. A ambição saudável é se preparar para ser um bom concorrente. Se inspirar e buscar qualificação. Lama Michel orienta: “Decidir pelo que pode beneficiar a si e a outras pessoas – ou no mínimo não prejudicá-las – é sempre a melhor opção.” No budismo, isso tem nome: iluminação. “Assim, é possível estar bem consigo mesmo e se sentir confortável em qualquer lugar, situação e com qualquer pessoa.
Sem puxar o tapete Se a competição é algo inerente ao mundo do trabalho, como agir sem prejudicar o outro? A orientadora de carreira Rosa Alba Bernhoeft responde: “Devemos ter metas na vida. Porém é bom desmistificar a competição predatória como a única via de sucesso. Não preciso destruir para competir”. Ela acredita que a consciência dos próprios valores é o que faz uma pessoa se sentir bem-sucedida. “Quem se conhece tem ciência dos limites, do que é aceitável e do que pode abrir mão sem comprometer sua escalada rumo à realização”, diz ela. Aqui, Rosa sugere cinco perguntas importantes para você clarear esse cenário: • Sou perseverante nos objetivos? • Tenho conseguido pôr em prática meus ideais? • Há quanto tempo estou na mesma posição na empresa? • Quantos foram promovidos,enquanto eu não fui considerado para isso? • Estou indo atrás de cursos e experiências novas?
A força de cada passo Estar certo de seu objetivo e ter persistência são dois passos fundamentais para atingi-lo. Há sempre uma pessoa assim: apesar de esforçada, ela nunca concretiza seus sonhos. Se procurar bem o motivo, talvez seja um desacerto nas escolhas. Lama Michel, em sua linguagem budista, compara a conquista de um objetivo com uma caminhada rumo à montanha. “É preciso ter calma para almejar a montanha certa.” As metas têm de estar relacionadas com as potencialidades de cada um. “É importante nunca parar de caminhar e ter consciência de que a cada dia se dá um passo em direção a essa montanha, sem perdê-la no horizonte.” O esforço e a persistência são fundamentais.
Sonho de muitos • A Merck Company Foundation, um instituto de pesquisa de economia e meio ambiente, diz que 28% dos americanos escolheram empregos em que ganhavam menos para ir em busca de qualidade de vida. • A educadora Laura Roizman, professora do curso Valores que Não Têm Preço, da Associação Palas Athena, ensina: “No mundo, 1,3 bilhão de pessoas vive com menos de 1 dólar por dia. Uma ambição do bem é trabalhar para reverter esse quadro de desigualdade”.
Escrito por cristaldo às 18h34
[]
[envie esta mensagem]

Atriz Cláudia Rodrigues conta sofrer de esclerose múltipla
Publicado na Folha Online
A atriz Cláudia Rodrigues, 35, que atualmente interpreta a empregada doméstica Marinete no seriado "A Diarista", na Globo, revelou em entrevista a um jornal carioca que há seis anos sofre de esclerose múltipla. Doença inflamatória do sistema nervoso central, em picos de crise a esclerose pode afetar a visão, a fala e a coordenação motora.
Segundo Cláudia, sua primeira reação ao receber o diagnóstico foi perguntar ao médico se ainda poderia ter filhos. "Ele disse que sim, e isso me tranqüilizou. Cheguei a tomar medicamentos, como corticóides, mas hoje a minha doença está supercontrolada. Os surtos podem ocorrer em fases de muito estresse", disse a atriz ao jornal "Extra".
Recentemente, quando teve seu último surto, Cláudia disse que estava muito cansada e com problemas pessoais, e então sua pálpebra começou a tremer. Como conhece seu histórico, logo correu para o médico para se tratar.
Como a esclerose múltipla não tem cura, Cláudia diz que aprendeu a conviver com ela. "É como se eu tivesse diabetes. Tenho que me cuidar, mas levo uma vida normal."
"A única certeza que a gente tem é a morte. Eu sei que há casos mais graves que o meu. Então, para lidar bem com a doença, tento viver com alegria (...), trabalhando, brincando com a minha filha e namorado", afirma ela.
Formada em educação física, a atriz Cláudia Rodrigues foi revelada como humorista no Prêmio Multishow do Bom Humor em 1996. No mesmo ano estreou na telinha na novela infantil que era transmitida dentro do programa da apresentadora Angélica. Antes de protagonizar o seriado "A Diarista", participou do "Zorra Total".
Nascida no Rio de Janeiro em 7 de junho de 1971, Cláudia tem uma filha de cinco anos, Iza, fruto do relacionamento com Brent Christopher Hiett --eles estão separados desde setembro de 2004.
Doença
A esclerose múltipla ocorre quando os anticorpos presentes no corpo combatem a mielina do cérebro e da medula --a substância recobre os prolongamentos dos nervos. Para a transmissão nervosa ocorrer e o corpo obedecer às ordens do cérebro, é preciso que a mielina esteja intacta, o que não ocorre com os doentes de esclerose. Assim, as ordens falham, ocasionando os problemas de visão, fala e coordenação motora.
As causas do aparecimento da esclerose múltipla não são conhecidas. Sabe-se apenas que não é hereditária e costuma afetar mulheres entre 20 e 40 anos. Durante surtos, o paciente deve ser internado para tratamento intravenoso, mais rápida, mas em outras ocasiões usa comprimidos.
Escrito por cristaldo às 18h30
[]
[envie esta mensagem]

|